Deu Jacaré


18/03/2009


MinC lança edital para produções do setor gay; serão premiados até 54 projetos

 

O Globo

RIO - As produções culturais das entidades LGBT - lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros - agora têm um edital para chamar de seu. Na última segunda-feira, o Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, lançou um edital para a realização do concurso público Prêmio Cultural LGBT 2009. A ideia é reconhecer projetos que tenham contribuído para o combate à homofobia e para o aumento da visibilidade e da valorização do setor LGBT.

O período de inscrições no prêmio começa na próxima segunda-feira, dia 23, e vai até dia 8 de maio. Poderão concorrer no edital os projetos de instituições privadas sem fins lucrativos (com, no mínimo, três anos de existência) que tenham ocorrido entre 1de janeiro de 2007 e 28 de fevereiro deste ano. Os projetos inscritos não podem ter recebido recursos do Fundo Nacional da Cultura no ano passado.

Segundo o MinC, a intenção é distribuir a premiação entre todas as regiões do país. Serão selecionados até 54 projetos, sendo até dois por estado (um por município), que vão receber, cada um, R$ 23 mil, de acordo com a seguinte distribuição: até oito projetos das regiões Centro-Oeste e Sudeste, cada uma; até seis da Sul; até 14 da Norte; e até 18 da Nordeste. Se esse teto para cada região não for preenchido em alguma delas, os prêmios remanescentes vão para os projetos que tiverem maior pontuação na classificação geral do edital, independentemente de sua região.

Escrito por Lilith Storm às 16:20
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16/11/2008


DICIONÁRIO GAY

Arrasou - Expressão de admiração em relação a um ato bem-sucedido de outra pessoa.
Abalou - O mesmo que arrasou.
Aurora - Mal cheiro.
Alibã - Polícia.
Amapô - Mulher.
Aqüé - Dinheiro.
Aqüendar - Olhar, paquera, também pode ser usado como fazer sexo.
Atender - ficar com alguém, transar.
Azuelar - o mesmo que dar a Elza

Bafão - Confusão.
Barbie - Homem homossexual malhado e afeminado.
Beijar - o mesmo que dar a Elza só que descaradamente
Bill - Gay, homossexual masculino.
Bilú - Homossexual metido a rico.
Bofe - Homem bonito.
Bolacha - Homossexual feminino.

Cheque – Cocô. (Da mesma forma que nena).
Cherokee - o mesmo que caminhoneira
Chuchu – Barba.
Carimbo - Doença sexualmente transmissível.
Carimbar - Transmitir doença.
Caminhoneira - mulher homossexual masculinizada
Carão - Fazer pose, debochar.
Chuca - Lavagem instestinal
Chuca Vaporetto - Lavagem instestinal com água quente
Close - Pessoa metida.
Colar velcro - ato sexual entre duas mulheres.
Colocação - Se drogar, ficar alto.

Demônio - Gay feio (a).
Dumdum - Pessoa negra.
Desaqüendar - sair fora, deixar o lugar.
Doce - Armar confusão, fazer o mal.

E aí? - Expressão de cumprimento, talvez a mais usada no meio homossexual. O mesmo que olá, como vai?
Ebó - macumba, trabalho
Edí - ânus
É tudo - Algo muito bonito e/ou interessante.
Entendida (o) - Lésbica, gay.
Enxerto - Intriga.
Elza - Roubar.
Erê – Criança.
Equê - Mentira.

Fomfom – Gazes.
Fita – Esperma.
Fancha - sapatão

Gravação - Sexo oral.

Ilê - casa

Mona – Mulher; ou homossexual masculino afeminado.
Mondongro - Feio, esquisito (nome dado às deformações causadas pelo uso de silicone industrial).
Mala - órgão genital masculino.
Maricona - Homem homossexual com mais de 50 anos.
Mati - pequeno.

Nena – Cocô. (Da mesma forma que cheque).
Neusa – Homossexual; ou mulher oriental.
Neca - órgão genital masculino.

Olofom - Mal cheiro.
Odara - grande
Ocâne - órgão genital masculino
Ocó - Homem.

Pajubá - Dicionário gls
Pencas - Em grande quantidade, muito.
PAM - Sigla para Passiva Até a Morte.
Picumã – Cabelo.
Picumã do equê – Peruca.
Parô tudo - Expressão de admiração sobre algo que seja bonito ou um ato corajoso.
Paulo Otávio - Cocaína
Pintosa - Homem homossexual bem feminino.

Racha - órgão genital feminino

Se joga! - expressão de estímulo, o mesmo que "Vá em frente"
Suzie - Homem homossexual malhado, afeminado e já com mais de 40

Tata - Homossexual masculino muito afeminado.
Tombar - arrasar, chegar arrasando
Tô loka - Expressão de raiva, também usada para indicar que a pessoa está sob o efeito de drogas ou álcool. Pode também ter sentido jocoso.
Taba - Maconha.
Tá meu bem! - expressão de admiração
Travlon - Travesti.
Tô passada - Expressão de espanto e também de admiração.
Tô bege - O mesmo que tô passada!
Tufo - muito, as pencas

Uzê - Ruim, pior que uó.
Uó - Alguma coisa ruim.
Um luxo - Algo bonito, interessante...

Zalene - estar excitado.

Escrito por Lilith Storm às 19:43
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Rio de Janeiro regulamenta lei municipal que pune discriminação a beijo gay

ANDRÉ ZAHAR
Colaboração para a Folha de S.Paulo, no Rio

Um decreto da Prefeitura do Rio publicado no "Diário Oficial" regulamentou duas leis que prevêem punições a "todo ato de discriminação praticado contra pessoas, em virtude da orientação sexual destas." Poderão ser aplicadas multas (a partir de R$ 2.290), haver a suspensão do funcionamento e mesmo a cassação do alvará.

A prefeitura também criou um canal de denúncias por e-mail e telefone e disse que, antes de punir, irá realizar ações educativas.

Os principais alvos são bares, restaurantes ou outros estabelecimentos que impedem casais gays de se beijarem ou de trocarem carinhos em suas dependências.

No Estado de São Paulo, existe lei semelhante desde o ano de 2001.

Escrito por Lilith Storm às 19:39
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03/06/2008


Bissexualismo: será que é só modinha?

Por Thiago Ferreira

Se você é daquele tipo de pessoa que não pára em casa e costuma ir sempre pras baladas, então já deve ter visto uma cena que está ficando cada vez mais comum nos bares e danceterias espalhados por aí: duas pessoas do mesmo sexo se beijando.

Até aí, você pode pensar: “tudo bem, o homossexualismo tá ganhando espaço e as pessoas tão assumindo a opção sexual com mais naturalidade”. Mas, não. Não é de gays que estamos falando.

A “moda” agora, pelo menos pra alguns jovens, é ir pra balada e simplesmente beijar, sem discriminação. Homens e mulheres, na mesma noite. Pra quem não tá acostumado, essa nova onda pode causar um pouco de espanto.

“A primeira vez que aconteceu isso comigo foi engraçado. Eu tava secando uma menina, olhando sem parar e, quando finalmente tomei coragem e fui chegar nela, eu vi aquela gata sensacional simplesmente olhar pra mim, dar um sorriso e agarrar loucamente a amiga dela. Fiquei sem reação, um pouco assustado. Mas, depois disso, ela sorriu denovo e veio falar comigo. Acabamos ficando juntos o resto da balada...”, conta Rafael Batista, 20, estudante de publicidade.

Já para a estudante Marília Hernandes, 18, beijar outras meninas na balada é algo normal. “Gosto de homens, mas não vejo problema nenhum em beijar outras meninas. Sempre rola, principalmente com alguma amiga”, afirma.

Mas será que essa vontade de beijar pessoas do mesmo sexo é apenas modinha ou já define se o jovem tem tendência à homo ou à bissexualidade? Para tirar nossa dúvida, conversamos com a Dra. Sandra Vasques, que é psicóloga e terapeuta sexual. Se liga só no que ela disse:

“O fato de beijar ou até mesmo de transar com pessoas do mesmo sexo de vez em quando não quer dizer que ele(a) seja bi. A orientação sexual é definida pelo desejo e pela mistura de atração física e afetiva. Beijar na balada pode ser só por empolgação, por curiosidade ou então para imitar o comportamento dos amigos”, explica.

Por falar em imitação de comportamento, a Dra. Sandra diz que o jeito com que os famosos se comportam também influencia na propagação desse gosto. “Quando uma jovem vê a Madonna beijando a Britney Spears de língua, por exemplo, ela acha que aquilo é legal e que vai fazer sucesso”, afirma.

Por ser uma junção de hetero com homossexualismo, a bissexualidade deve ser encarada com mais naturalidade e, conseqüentemente, sofrer menos preconceito, certo? Errado!

A psicóloga explica que o efeito é justamente o oposto. “Não existem dados específicos que demonstrem isso, mas, de acordo com alguns artigos, o que se percebe é que a tendência é haver um preconceito ainda maior, por vários motivos. Os homossexuais acreditam que os bi não têm coragem de assumir a real orientação e que são medrosos e indecisos. Enquanto isso, os hetero pensam que os bi são confusos e que estão passando por uma fase ‘estranha’. Por tudo isso, eles são julgados e não são aceitos por nenhum dos dois”.

Escrito por Lilith Storm às 09:14
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26/12/2007


Stella Florence* 
 
Você vai ao supermercado, elas estão lá. Vai ao cabeleireiro, elas estão lá. Vai para a balada, elas estão lá. Em bandos ou em duplas, elas são insuportáveis. Eu me refiro às mulherzinhas.
Estamos, por exemplo, numa casa noturna qualquer. Ali está uma mulherzinha. Ela empina o bumbum, ajusta o decote, se acha a última Coca-Cola no deserto. Um daqueles caras, com copinho na mão e olhar ansioso para catar alguém, se aproxima dela, fala alguma gracinha no seu ouvido, ela ri e cochicha com a amiga. Ele diz outra coisa, ela dá de ombros, faz cara de quem comeu e não gostou, levanta o queixo e pega uma bebida. O cara continua com seu xaveco e ela ora solta risinhos, ora faz caretinhas. Mulherzinhas funcionam no diminutivo. Ela resolve ir ao banheiro com a amiga, volta com o gloss brilhando e os peitos ajeitados dentro do wonderbra. Ela joga o cabelo pra lá e pra cá - mulherzinhas precisam ter cabelo comprido (não é uma questão de querer, é de precisar). O cara tenta beijá-la, mas ela desvia o rosto; ele tenta abraçá-la, mas ela sai fora do abraço; ele tenta mexer no seu cabelo, mas ela deita a cabeça no ombro da amiga - e faz tudo isso sorrindo aquele sorrisinho exasperante.
Por absoluta falta de paciência, encurtemos essa narrativa dizendo que, lá pelas tantas, quando o cara está exausto, a mulherzinha lhe concede um beijo. Dois ou três antes de ir embora. No máximo uma encoxadinha ali no canto e olhe lá, está pensando que eu sou o quê?
A mulherzinha se faz de santa e tem um prazer sádico em humilhar os homens. Mesmo já sabendo, desde o primeiro bater de olhos, se vai ficar ou não com o cara, a mulherzinha o mantém em suspense - e nem precisa ser bonita, a canalha, aliás, na maioria das vezes, não é. Desejando-o ou não, ela faz o mesmo jogo, simplesmente para se sentir gostosa.
A mulherzinha, a sua maneira (uma maneira hipócrita), cobra para transar: ela faz questão que o homem tenha o melhor carro, pague o melhor restaurante, a leve no melhor motel. Seus gemidos, portanto, não têm nenhuma consistência erótica.
A mulherzinha não está nem aí para os sentimentos dos homens, mas vive esganiçando que são os homens que não ligam para os seus sentimentos.
A relação que a mulherzinha trava com os homens é de constante tortura e mutilação, mas ela tece sua teia de forma a inverter o jogo e posar sempre de vítima.
A mulherzinha não se separa, jamais. Ela cobre a cabeça com um véu e vai à missa antes de se jogar na cama do seu amante vulgar. A mulherzinha te aponta na rua e diz: 'O marido largou essa aí'. A mulherzinha te condena, porque você é livre e ela, não, porque você assume seus desejos à luz do sol, e ela, não.
Eu detesto mulherzinha e aposto que você também. Por quê? Porque nós, que não somos como as outras, temos de penar por causa dos traumas e condicionamentos que elas deixam nos caras legais. Porque nós, que não somos como as outras, temos de ficar explicando nossas claras e honestas intenções - e mesmo assim não somos compreendidas e valorizadas. Porque nós, que não somos como as outras, tatuamos essa frase para afirmar que jamais, jamais, jamais seremos mulherzinhas. E, ainda assim, nós, que não somos como as outras, sabemos: vamos continuar a sofrer justamente por isso.

Escrito por Lilith Storm às 14:17
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27/09/2007


Parada do Orgulho GLBT em Copacabana será dia 14 de outubro

A partir das 13h, percurso será do Posto Seis ao Posto Dois, contra a homofobia

Rio - As cores do Arco-Íris vão preencher a orla de Copacabana na Parada do Orgulho GLBT, no dia 14 de outubro, a partir das 13h. O percurso será do Posto Seis ao Posto Dois. Este ano a parada tem como principal bandeira a aprovação do projeto de lei que criminaliza a homofobia (PL 122/2006) em tramitação no Senado.

Dentro da programação da Parada, haverá diversos eventos pela cidade, como o Seminário Orientação Sexual e Identidade de Gênero - uma questão de direitos humanos, que debaterá temas na área jurídica, o Prêmio Arco-Íris de Direitos Humanos (que destaca personalidades que, de alguma forma, contribuíram para dar visibilidade aos direitos de GLBT), a Feira Arco-Íris Diversidade e Cultura (com shows de MPB, poesia, artes cênicas e shows de drags) e diversas festas. Esse ano a organização também vai recolher brinquedos e livros para doação.

Escrito por Lilith Storm às 17:46
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